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Star Trek: Strange New Worlds – Novidade série com o Capitão Pike

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Star Trek é uma franquia que muitos pensaram estar morta, foi ressuscitada com uma novidade série, mas para muitos havia perdido sua núcleo. Agora fomos surpreendidos com a notícia: Depois de ir audaciosamente aonde ninguém não esteve, Star Trek voltará às suas origens com Strange New Worlds, uma novidade série com Christopher Pike, e os fãs estão em êxtase.

Christopher Pike (Anson Mount), Spock (Ethan Peck) e Número 1 (Rebecca Romijn)

Star Trek sempre foi uma utopia, a idéia de Gene Roddenberry era mostrar o melhor do Ser Humano, pessoas cooperando por um objetivo em generalidade, um mundo sem miséria, violência, guerras, preconceitos, aonde todo mundo recebia oportunidades de crescer porquê pessoa e atingir seu potencial sumo.

Mesmo séries porquê Deep Space Nine, que mostravam um mundo muito mais cinza do que o preto-e-branco maniqueísta das outras séries ainda insistiam na utopia. Havia o lado ruim, havia decisões questionáveis, Ben Sisko violou todas as regras éticas ao falsificar provas de uma traição do Dominion e fomentar uma guerra entre eles e os Romulanos, mas ainda assim havia a sombra dos ideais pregados pela série.

Quando Discovery estreou, caiu em um vácuo. A série começou matando a capitã, a protagonista era uma indivíduo antipática que por boa secção da primeira temporada estava na nave forçada, e não havia nenhuma jornada nas estrelas, só missões de guerra. Pombas, se eu quero guerra nas estrelas eu vou ver Star Wars, não Star Trek.

Para piorar a série se esforçou para alienar mais ainda os fãs mais antigos, com um exposição ofensivo de que AGORA Star Trek tinha heterogeneidade e discutia questões sociais. Faça-me o obséquio, Star Trek discutia questões sociais desde a série clássica, às vezes de forma magistral, mas usando um pouco que simplesmente não funciona com millenials: Metáforas. The Orville acabou sendo muito mais Star Trek do que Discovery, nesse ponto, mas surgiu uma luz no término do túnel.

Discovery prega tanto heterogeneidade mas bota todo mundo com o mesmo uniforme, nem destaca do cenário.

A segunda secção da primeira temporada, com a Discovery interagindo no Universo do Espelho foi óptimo, mas a nave continuou sem um capitão, visto que Lorca era do mal. Tudo mudou no último incidente, quando eles encontram a USS Enterprise, e com ela o Capitão Christopher Pike, predecessor de James Kirk no comando.

Pike lidera a Discovery em uma ótima segunda temporada, em alguns momentos há até um vislumbre da velha Trek ali, mas mesmo com Pike, a Número 1 e Spock, eles ainda são estranhos naquela nave.

Ficou evidente que os fãs queriam mais daquele grupo, sem o ranço do elenco de Discovery, uma tripulação que às vezes rendia excelentes cenas, mas muito pouco Jornada de verdade.

Curiosamente...

o que mais deu manifesto foi o lado subversivo, e a Imperadora Georgiou se mostrou uma vilã deliciosa (no bom sentido), má feito o Pica-Pau, que se encaixou perfeitamente no mundo cinza da Seção 31, o grupo secreto dentro da Frota Estelar que manipula a geopolítica da galáxia melhor que o Palpatine, e existe desde antes do tempo de James Kirk.

A Seção 31, com a Capitão/Imperadora Georgiou vai virar uma série, o que é ótimo, mas não é Star Trek de raiz, não tem aquela mensagem de otimismo que a Novidade Geração e a Série Clássica tinham. Não tem gente com uniformes coloridos, explorando a galáxia, beijando moças verdes e enfrentando lagartos alienígenas.

Em tempos complicados é importante termos alguma coisa para nos apegar, e apesar de vivermos uma segunda Renascença de Jornada nas Estrelas, com mais séries do que não sonhamos, nenhuma delas traz essa mensagem. Até agora.

Trekkers sempre tiveram pânico de remakes, de reboots. Muita gente ainda não engoliu a risca temporal Kelvin, a versão do cinema de JJ Abrams para Jornada nas Estrelas, ninguém queria ver um reboot com outro sujeito na TV fingindo ser William Shatner, e se você perguntassem, zero trekkers iriam querer testemunhar uma série com Christopher Pike, um sujeito que só aparece no piloto não-veiculado da série de 1966, mas Discovery mudou tudo.

Pike é mais que um personagem descartável em uma cadeira de rodas usando código-morse. Ele é um sujeito que acompanhamos uma temporada inteira vestindo as cores certas, tomando decisões, botando ordem na morada. As cenas dentro da novidade (velha) Enterprise tinham um clima dissemelhante, uma intimidade que há muito não sentíamos.

O final da segunda temporada de Discovery foi um tapa na faceta da série, pois mostrou… a Enterprise de Pike, rumo a uma novidade façanha. Na estação não havia planos para um spin-off, mas a quantidade de fãs exigindo implorando ameaçando foi tão grande que a a produção da novidade Star Trek Discovery Season 2 Finale” width=”680″ height=”383″ src=”https://www.youtube.com/embed/WYvsMpE6blo?feature=oembed” frameborder=”0″ allow=”accelerometer; autoplay; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture” allowfullscreen=””>

Ah sim, e antes que reclamem da “lacração”, muito antes do Comandante Riker ser chamado de Número Um por Picard, lá no tempo do primeiro piloto a Enterprise de Pike tinha uma mulher porquê segunda em comando, chamada de Número Um, interpretada por Majel Barrett, futura senhora Roddenberry, que ironicamente na idade era a Número Dois do logo casado produtor mas chega de fofoca. E se serve de consolo Número Um foi até um cachorro em Picard antes de ser mulher numa série.

Mais de 50 anos depois, com tantos altos e baixos, hiatos imensos, filmes complicados porquê Nêmesis, séries porquê Enterprise, que demoraram demais a se atingir e morreram antes do tempo, temos uma novidade velha Star Trek. Sem o libido de ser ousada e quebrar paradigmas, sem desconstruir zero, exclusivamente explorando estranhos novos mundos, procurando novas formas de vida, novas civilizações, audaciosamente indo aonde nenhum varão, aonde ninguém não esteve.

Com essa notícia, com essa novidade série os trekkers podem finalmente respirar aliviados e expressar: “Chewie, estamos em mansão!”

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