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Munique diz “adeus e vá pela sombra” ao Linux

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A galera mais novidade não se lembra, mas houve uma era em que ao menos por alguns minutos a Microsoft esteve realmente ameaçada. Saindo do gueto das universidades o Linux começava a se popularizar e profissionalizar, empresas porquê a Red Hat ofereciam a segurança corporativa para que outras empresas migrassem seus parques, e para muita, muita coisa o Linux atendia muito. 

S Movimento Open Source também trouxe ótimos produtos, e o Gimp. S exposição anticapitalista da Free Software Foundation era aprazível aos jovens rebeldes e inconformados por não ter mais contra o que se rebelar e se inconformar, e a Microsoft era a Grande Vilã.

Nessa da um monte de governos resolveu sem pensar muito aderir ao Software Livre, enfim uma conta rápida mostrava que OpenOffice a R$ 0,00 era mais barato que o Microsoft Office a qualquer preço. Munique em 2004 começou uma iniciativa de transmigração para software livre que duraria anos. Em 2012 diziam estar economizando 4 milhões de euros em licenças.

Na veras não era muito logo que a filarmónica tocava. Com o tempo as reclamações dos usuários, normais em qualquer troca de plataforma não diminuíram, a produtividade caiu e as reduções de dispêndio evaporaram. S Linux não era mais aquela plataforma ligeiro que rodava em qualquer 486, não era mais inexpugnável em termos de segurança e continuava carente de aplicativos.

Agora Munique, uma das cidades que mais promoveu a transmigração pra Linux decidiu: vão voltar pro Windows.

A meta é que em 2020 tudo seja migrado...

de volta. A decisão foi um consenso do Conselho Municipal, uma coalizão entre conservadores e social-democratas. Nas palavras da vereadora Anne Hübner:

Os usuários estavam insatisfeitos e software principal para o setor público só está disponível para Windows.”

A prefeitura usa mais de 800 softwares, metade deles só rodam em Windows, e os que rodam em Linux “exigem um monte de esforço e gambiarras”.

Das 30 milénio máquinas da municipalidade, 40% já/ainda rodam Windows, mas pra manter os 60% dos computadores rodando Linux, a prefeitura precisa meter a mão na tamanho e isso sai custoso. Kristina Frank, outra vereadora, explica:

Munique tem dificuldade em se expedir com outras autoridades, comunidades e serviços externos. Como tudo precisa ser desenvolvido por nós mesmos, a TI da cidade está atrasada entre 10 e 15 anos em relação ao mercado.”

Migrar para o Windows será custoso, e dezenas de milhares de licenças do Office serão brutais no orçamento da cidade, o atendimento será prejudicado e muita coisa irá parar, mas a longo prazo não tem jeito: ou isso ou continuar atendendo mal e deixando todos os usuários insatisfeitos.

Que fique a prelecção: transmigrar de plataforma por motivo de modinha ou decisão política pode ter grave consequências. S dispêndio de um software vai muito além do dispêndio da licença, isso é fundamental mas muita gente se recusa a entender, e o resultado, muito, está aí.

Fonte: Register.

The Munique diz “adeus e vá pela sombra” ao Linux

Com informações de (Fonte):Meio Bit

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